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Por que os investidores estão de olho no mercado gamer?

O mercado gamer cresceu de forma exponencial nos últimos 10 anos, virou ecossistema. Gera empregos, forma profissionais para suas demandas específicas de programação e design, treina e-atletas, onde inclusive, não há distinção de gênero nas equipes. Os brasileiros têm ganhado grande destaque, vencendo campeonatos milionários. O segmento movimentou 126,6 bilhões de dólares em 2020, segundo relatório da SuperData da Nielsen Games. Mas como isso aconteceu diante de nossos olhos?

A explosão do Ecossistema Gamer

O isolamento social foi um divisor de águas para o segmento do entretenimento. Trabalho e lazer passaram a acontecer tão e somente dentro das casas e a interação social migrou para o ambiente virtual. Nós economizamos gasolina, mas gastamos em luz, delivery de comida, compras online e reformas. Passamos a consumir mais streaming de filmes e games. 

Mas, antes de cair na tentação de responsabilizar apenas a pandemia de Covid 19 como a única responsável pela expansão do segmento Gamer, vale informar que este crescimento já vem acontecendo há aproximadamente 10 anos. Muito desta aceleração se deu devido a popularização da banda larga e do streaming, entregando velocidade e interatividade para as equipes de jogadores que se conheceram nas lan houses anos atrás e hoje jogam com seus filhos e amigos dos sofás de casa –  cada um no seu sofá e em sua casa.

O resultado deste comportamento foi o amadurecimento de um mercado que anos atrás era pouco explorado. Formado pela indústria de consoles, computadores e periféricos, pelos móveis e itens de alta segmentação para um público exigente nos quesitos design, robustez, velocidade, conforto e experiência de compra online, tudo isso enriquece o Ecossistema Gamer. Também fazem parte os cada vez mais valorizados capitais humanos: desenvolvedores, designers, videomakers, cosplayers, narradores e pro-players. Counter Strike, Fortnite, League of Legends, Call of Duty, Free Fire, Fifa, Rocket League, Rainbow Six Siege, Pro Evolution Soccer e o mais recente Valorant, são os jogos que tem atraído mais e mais fãs e movimentaram 126 bilhões de dólares em 2020, mais que a indústria da música e cinema juntos! 

Segundo informações da Valor Investe e da Visa Consulting & Analytics, as transações financeiras feitas nas principais plataformas de games cresceram 140% desde março de 2020. São consumidores localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte pertencentes às classes B2 e C

Também cresceram as compras de periféricos como teclados, mouses e cadeiras voltados para os jogadores de e-sports. Outro crescimento relevante foi o do número de gamers que jogam no celular, indicativo de um mercado em democratização, abrindo porta para novos jogadores e jogadoras resultando em qualificação e evolução numa velocidade exponencial e na busca por profissionais qualificados na mesma velocidade. 

Puxado por atletas e seu lado e-player

Os gamers contam com uma plataforma própria, a Twitch, que transmite jogos ao vivo e assim nascem os seus próprios influenciadores. Impedidos de jogar em campo, alguns jogadores de futebol passaram a transmitir seus jogos em tempo real pelo Twitch, alcançando popularidade explosiva entre os jovens Millennials. 

O aumento da visibilidade e do  interesse nos games criou um novo verbo: streamar –  transmitir o jogo ao vivo no Twitch.

Atletas como Kaique Rocha (Sampdoria), João Pedro (Watford), Lucas Paquetá ( Olympique Lyonnais), Danilo Avelar (Corinthians) e Douglas Costa ( Bayern München) transformaram o lazer entre amigos em business ao perceberem o interesse crescente dos seus fãs somados ao fenômeno da segunda tela nos streams em que participavam. O que era diversão não demorou para virar investimento,  tempo e dinheiro direcionados para treinar suas próprias equipes com igual compromisso técnico que possuem com o futebol profissional que integram. Deu certo, seus times avançam com destaque nos campeonatos em busca dos prêmios milionários.

“Como todo investidor, você sempre acredita que terá um retorno. Ninguém rasga dinheiro. Além de proporcionar qualidade para que joguem em alto nível, como investidor, eu aposto em retorno financeiro, obviamente. Acredito que esse mundo vai ter uma ascensão gigantesca e acho que quem surfar essa onda agora vai ter uma supervalorização lá na frente ” 

disse Danilo Avelar, CEO do Bears e-sports em entrevista ao UOL 

Esta profissionalização toda gerou a necessidade de entrosamento entre os atletas, treinos, estudos e muitas horas jogando juntos. Desta demanda surgem as gaming houses”, “gaming offices” e as  “academias gamer”, espaços destinados a formar jogadores profissionais e profissionalizar programadores, desenvolvedores e designers, ou seja, fomentar todo o ecossistema. A formação de um e-atleta inclui horas e horas de jogos, avaliações técnicas, treinos, estudo, patrocínio e salário, claro!  

E afinal, qual o segredo do sucesso? 

Ser apaixonado por games num país que é o terceiro mercado mundial do segmento, ou seja, um terreno repleto de excelentes oportunidades para investir.  Mas como e onde investir neste mercado promissor? 

Certamente você conhece as vantagens dos investimentos alternativos.  A começar pela rentabilidade diferenciada, numa média de 17 % a.a., entre outras que abordamos nesta matéria: O que todo mundo deveria saber sobre Investimentos Alternativos.

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