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Você sabe o que é geração distribuída?

Num momento em que o assunto crise energética está presente em 9 a cada 10 conversas sobre desenvolvimento sustentável, é fundamental esclarecer um conceito que permite que o Brasil usufrua de sua vocação natural para produzir energia solar: a geração distribuída.

Geração distribuída é um sistema que permite que a energia elétrica gerada por uma usina seja injetada na rede de distribuição gerando créditos para o consumidor que a gerou. Trata-se de uma possibilidade disponível somente para consumidores de energia proveniente de fontes renováveis. Dessa forma, o consumidor – que nesse caso também é produtor de energia, faz uso do Sistema de Compensação de Energia Elétrica.

Isso significa que aqueles consumidores que optarem por terem suas próprias usinas de energia renovável, seja ela solar, eólica, biomassa ou pequena central hidrelétrica, são convidados a fornecer o excedente de sua produção para a concessionária local. Considerando que o Brasil tem importando energia de recursos fósseis, ter energia limpa produzida internamente nos beneficia duas vezes.

O SCEE – Sistema de Compensação de Energia Elétrica – permite a criação de créditos com validade de até 60 meses em contrapartida da energia produzida e inserida na rede de distribuição da concessionária local. Tais créditos, somados a não incidência de bandeira tarifária, permitem economia superior a 15% nas despesas com eletricidade, com previsibilidade e redução nos custos de produção para as empresas e indústrias autoprodutoras.

Em 2012, entrou em vigor a Resolução Normativa 482/2012, que finalmente possibilitou que o consumidor brasileiro (residências) também gere a sua própria energia elétrica por meio de fontes renováveis: hídrica, solar ou eólica. Sem a possibilidade de comercialização da energia excedente.

Em 2016, a Aneel revisou a RN 482/2012 e publicou a Resolução Normativa 687/2015 que, por sua vez, divide a geração distribuída em duas categorias:  micro e minigeração, e regulamentou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica.

Qual a diferença entre micro e minigeração?

Microgeração distribuída é o nome dado para uma usina de potência instalada de até 75 quilowatts (kW), indicada para consumidores residenciais e pequenos comércios. Um formato em que o consumidor é responsável pelos custos de instalação, pelos equipamentos de medição e pela manutenção do sistema. O payback de um sistema com perfil residencial é em média de 7 a 8 anos.

Minigeração de energia distribuída é o nome dado para a pequena central geradora que opera dentro da faixa de potência instalada de 75 quilowatts e 5 megawatts, capaz de atender a demanda de pequenos comerciantes e indústrias. Uma usina que fornece energia por meio de contrato, sem a necessidade de investimentos em equipamentos, instalação e medições por parte do consumidor (e produtor), basta que ele contrate o fornecimento de energia diretamente com a usina.

Ambas, micro e minigeração, são pequenas centrais geradoras e, de acordo com a Resolução Normativa 687/2015, possuem o benefício do crédito para geração distribuída. Essa resolução também possibilita a atividade de condomínio de usinas e o fornecimento de energia por meio do aluguel de uma determinada capacidade produtiva ou área.

Nos dois formatos a energia excedente é injetada na rede da concessionária local, gerando créditos para a empresa/indústria geradora, sendo ela locatária ou proprietária da usina, com validade de 60 meses.

Mercado Cativo ou Mercado Livre?

O Mercado Cativo é aquele atendido exclusivamente pelas concessionárias –  Copel, Light, Engie. Ambiente em que se encaixam todos os consumidores residenciais, a maior parte dos comerciantes, as pequenas indústrias e pequenos produtores rurais. 

A possibilidade de usufruir das vantagens de uma micro ou miniusina de geração distribuída é exclusividade do mercado cativo, pois, é necessária toda a rede da concessionária para que a energia excedente da usina seja conduzida e distribuída para outros consumidores, gerando os devidos créditos no SCEE.

Já o Mercado Livre de Energia, oficialmente chamado de Ambiente de Contratação Livre, ACL, é aquele em que os consumidores possuem perfil de consumo acima de 500 megawatts, quantidade que permite a aquisição direta das usinas geradoras, negociando o preço, a quantidade e a forma de pagamento e desta forma também desviando das bandeiras tarifárias das concessionárias. 

No Brasil, o Mercado Livre de Energia não está disponível consumo inferior a 500 megawatts.

Por que migrar para a geração distribuída?

Conheça também as vantagens da Geração Distribuída para a nossa matriz elétrica:

  • Maior estabilidade para a rede;
  • Baixo impacto ambiental;
  • Redução da carga nas redes;
  • Minimização das perdas energéticas, menor impedância;
  • Diversificação na matriz energética;
  • Adiamento no desembolso/ investimento para a expansão das redes, sistemas de transmissão e distribuição, pois o investimento é feito pelo próprio consumidor; 
  • Redução na conta de energia elétrica;
  • Incentivo a práticas de ESG (Environmental, Social and Corporate Governance);
  • Fomento ao desenvolvimento econômico direto e indireto;
  • Tornar-se um agente de mudança num momento de alta demanda.

Vale ressaltar que foi aprovado no senado, no segundo semestre de 2021, e está no trâmite para aprovação do presidente da república a lei 5829/2019, que regulamenta as resoluções normativas 482/2012 e 687/2015 e assegura todas as conquistas da geração distribuída.

Por se tratar de energia gerada por fontes renováveis, a GD entrega o grande benefício da sustentabilidade, podendo gerar o certificado I-REC para as empresas que o utilizarem, atestando e reforçando o compromisso com o meio ambiente.

Como aproveitar este momento único?

Existem três formas de aproveitar os benefícios da geração distribuída: como consumidor e como investidor.

Como consumidor residencial do mercado cativo, você pode buscar instalar uma usina, ou melhor, uma usina de microgeração distribuída com capacidade produtiva de até 75 quilowatts. O investimento é 100% do consumidor, e caso não tenha baterias para armazenar a energia, será conectado a distribuidora.

Como consumidor comercial ou industrial, entre 75 kwp e 5 megawatt, construindo própria usina de minigeração distribuída ou alugando espaços em usinas de terceiros. Na locação, que exclui a necessidade de investimento inicial em infra estrutura, é possível economizar com as bandeiras tarifárias e receber créditos pela energia excedente, mas isso apenas é possível por estar inserido no mercado cativo. É aqui que se enquadra o consumidor do CONERGE.

Como investidor no Conerge, por meio do crowdfunding, você investe na construção de uma usina de minigeração distribuída que beneficiará diversos atores desse ecossistema e ainda trará uma rentabilidade alvo de 21% a.a. para dar aquele UP em sua carteira de investimentos.

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